quarta-feira, 12 de outubro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

naiveness

There were things inside this nine-year-old girl's head that I would not dare even try to remember.





quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lune bleu,


je te vois
tu avez beaucoup de lumière
et tu il me fait heureux

dans mon coeur
tandis que tu entrez
je te sens, lune bleu

dans le ciel
tandis que tu promenez
je te drague, lune bleu

je te vois
tu avez beaucoup de charme
et je déjà vu
tu c'est rare
je sais, lune bleu.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

The Fish by Elizabeth Bishop

video

Video poem created by Maria Elisabeth

Poem: The Fish by Elizabeth Bishop

Pictures taken by me:
- The mountain / sea: Norway (July - 2008)
- The first sunset: Salvador / Forte de São Marcelo (2009)
- The midnight sun: Norway (2008)

Music: Villa Lobos - As Bachianas Brasileiras n. 5

Guitar played by: Giorgos Mastrogiannopoulos

Flute played by: Hara Saounatsou

Drawings by Maria Elisabeth

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Matizes do azul

Dizem que vegetais murchos, gente falecida e vidas secas têm aspecto pálido, abatido, amarelo-não-mais-fulvo, cor de cera, cor de bico de pássaro vivo, etc. Entre o amarelado e o esverdeado? ... fico na dúvida. Sem viço, descorada, empalidecida, e desanimada ... chego perto de tudo isso com o meu polegar direito enfiado no orifício ovalado da minha paleta ... sei não! Quero combinar tintas, mas faltam canvas. No mais, tudo que vejo é um baiacu cor de zinco com ácido sulfúrico ... a pura cor de ouro desmaiado, de sezonismo sem febre e sem calafrio. Cor de anil abstrato, óxido de cobalto e alumina ... meio índigo, meio celeste. Tudo azul, nada mais.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ilhéu

Sem flotilha e sem rima... lá-vou-eu velejando imensas tiras de lona... e lá-vão-elas chicotendo o céu. Da proa controlo o meu rumo... e lá-vai-ele indo de vento em popa. Na sola dos pés descalços sinto o casco revoltado... e lá-vai-ele deslizando dentro de seis palmos d’água. Cada lufada dança meu corpo... e lá-vai-ele pra-lá-e-pra-cá. A quilha... e lá-vai-ela rasgando sem piedade o oceano. O marinheiro ficou em terra firme... e lá-vai-ele contando estórias. Enquanto isso... o tempo inteiro...o sal do que respinga na minha face se mistura ao sal das lágrimas... e lá-vão-elas rolando sem parar. E lá vem o vento... e cá-vem-ele me ninando dentro do mar... e cá-vem-ele me afogando sem pressa.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

bala neles e parabéns, Zuma

Zuma é o nome da mãe de leite de Rafinha, filho de Deralcina. Rafa é um bom entendedor de palavras e para ele só meia palavra basta. Zuma é o nome da senhora que tinha 87 anos até às 5 horas da manhã de hoje. Zuma é minha mãe de leite também. Zuma é linda, é amada, falada, calejada, lúcida, paparicada, almejada, sofrida, querida, ferida, fumada....Zuma é tudo. Hoje, de manhã bem cedinho, fui lá tomar a bênção da minha veinha e ela me narrou um episódio que vem acontecendo com ela e Rafinha nos últimos dias. Tem sido mais ou menos assim:

- Meu fio! Vai ali na padaria e me compre dez pão cacetinho. E ói aqui o dinheiro.

- hum-hum

....alguns minutos depois

- Zuuuuuuuma. Os pão tá “on the table” e o troco lá na jarrinha de bala.

- De novo, Rafa?!! Balinha de troco? De novo?? Mas será o Binidito??? Bala de troco???? Onde já se viu um negoço desse????? Todo dia esse home te dá bala de troco!

...alguns dias depois

- Meu fio vai ali na jarrinha pega X balinha e me compre dez pão cacetinho. Bala neles, meu fio. Bala neles.

- hum- hum

....alguns minutos depois

- Zuuuuuuuma. Os pão tá “on the table”

- Parabéns, Rafinha! Parabéns. Você meteu bala neles num foi, Rafa? num foi?

- hum-hum

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ainda gosto dela - Skank

video
(paraEla)
Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei
Vou ficar?
Quanto tempo vou esperar
E eu não sei o que vou fazer, não
Nem precisei revelar
Sua foto não tirei
Como tirei pra dançar
Alguém que avistei
Tempo atrás
Esse tempo está lá trás
E eu não tenho mais o que fazer, não
E eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz
E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Em mim, não
Ainda vejo o luar
Refletido na areia
Aqui na frente desse mar
Sua boca eu beijei
Quis ficar
Só com ela eu
Quis ficar
E agora ela me deixou
Eu ainda gosto dela
Mas ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz
E eu ainda penso nela
Mas ela já não pensa mais em mim
Eu vou deixar a porta aberta
Pra que ela entre e traga a sua luz

sábado, 12 de setembro de 2009

Eu porco me importo com a sujeira da minha cidade

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Primeiro dia de aula
Ontem. Seis e quinze da manhã. Bicicleta em casa. Buzu via orla. Campus de Ondina. Portão grande. Paletada até o Instituto de Letras. Sete minutos e oitenta e dois segundos. Muito verde. Pássaros. Peleja. Ralhos. Farfallas amarelas brancas e azuis. Pés leves. Velhas sandálias de couro sobre galhos. Secos. Verdes folhinhas gotejadas de orvalho. Na bolsa um Faber Castell número dois o RM (Requerimento de Matrícula) a chave de casa a chave do cadeado da bicicleta dezessete reais e quarenta e cinco centavos uma caixinha da Fiat Lux sem palitos. Um coleóptero dentro. Um ponto sete dois centímetros. Morto. Ainda cintilante. Lindo. Banco embaixo do bambuzal abre a caixinha. Besouro volta para a cadeia alimentar. Como sempre. Alunas(os) nas salas vazias. Professores(as) em casa. Camas macias. Cabeças pesadas. Campus minado. Buzu via orla. Ondina. Red River. Sem baianas no Largo de Amaralina. Pituba. Caminho das Árvores. Lar doce lar. A bolsa pendurada no arrimo da cadeira. O fundo branco do RM. O lápis Faber Castell número dois e este ponto final.

sábado, 8 de agosto de 2009

Voltei

Andei perambulando por aí.
I'm gonna play tennis now... mais tarde volto aqui para visitar os blogs amigos. Faz um tempão que não sinto o cheiro desse mar. Cheguei (quase) a esquecer a senha para entrar aqui.

terça-feira, 30 de junho de 2009

toque de recolher

não me touch
pois i'm just another woman
recolhida on the couch

sábado, 20 de junho de 2009

navegar é preciso

Náutica submarina

Sob a superfície das águas
navego em alto-mar, em lago, em rio
de barco, lancha, navio
o movimento marítimo é o mesmo que ninar
viajo pelos grandes mares
navegando contra o vento, percorrendo o oceano
atravesso grandes águas
navego a estratosfera e as estradas
navego léguas
vou navegando
indo e vindo
navego a remo, navego a vela
vou cruzando os caminhos
navego abaixo da superfície das águas
e submarina vou sumindo de vento em popa

quinta-feira, 18 de junho de 2009

peace and love

P
EE
AAA
CCCCCC
EEEEEEEEE

AAAAAAAAAAAA
NNNNNNNNNNNNNNN
DDDDDDDDDDDDDDDDDDD

LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
VVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVV
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

PPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
CCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCC
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


AAAAAAAAAAAAAAAAA
NNNNNNNNNN
DDDDDDD

LLLLLL
OOO
VV
E

quinta-feira, 11 de junho de 2009

meu Velho e o Mar


* meu pai navegando na Baía de Todos os Santos -2008
the Will
Meu pai morreu e deixou para Nuno, o mais velho de todos nós, a cadeira de balanços, a vaca, todas as quinquilharias da garagem, o livro de receitas e, é claro, a batedeira de bolos (Nuno é o maior fazedor de bolos da redondeza. Nuno faz bolos de encomenda, de graça, de presente, de casamento, etcetera. Nuno é um padeiro de mão cheia!). Para nossa irmã caçula, Marlúcia, papai deixou o laboratório, a prancha de desenho, caixas e mais caixas de lápis, as réguas, os dois compassos e todas as borrachas. Para Marihill, nossa mana do meio, deixou o guarda-roupa com todos os uniformes de gala, o chapéu do Panamá, a bengala e muito dinheiro. Para Micahill, gêmeo de Marihill, deixou o toca fita, a vitrola e a guitarra angolana. Para Maribela, a que veio antes da caçula, deixou a biblioteca com tudo que estava ali; os livros, a mesinha de jacarandá, os vinis, os quadros de Frida Kahlo e Salvador Dali. Para nossa mama deixou, os travesseiros de macela, as redes do Ceará, o roseiral, vestidos e mais vestidos, o baralho de Tarot, os dois lampiões, todos os relógios, os retratos todos, uma carta de amor, a bola de cristal, a máquina fotográfica, o cavalo, Pilão-de-fogo, todos os móveis, trocentas tapeçarias de Kennedy Bahia e a casa número cento e seis.
No dia que meu pai morreu, fez uma ventania danada lá no porto da nossa cidade. De madrugada caiu uma chuva de açoite que não teve barco que ficasse quieto no cais. Para mim, papai deixou, frascos e mais frascos de patchouli, a casa número onze, o Corcel azul, a prancha de surf, rapé à vontade, a cachorra de três patas, o pato, a obra completa de Edgard Allan Poe, a caixa preta, o dedo verde, os tubos de ensaio, todos os crayons, a colméia de abelhas, o amor pelo mar, a bússola e o estaleiro com todas as quinquilharias dentro; barcos recém pintados, barcos inacabados, destroços de velhos barcos, pedaços de vigas, tábuas e mais tábuas, panos e mais panos para fazer velas de barco, etcetera. No banco do carona do Corcel, deixou um maço de Hollywood sem filtro, o boné, um protetor solar, uma carta naútica e, dentro do porta-luvas, o óculos de sol e um bilhete que... ainda não tive coragem de abrir


will I?

P.S.: I miss you so much, dad! So, soooooo much!


* a foto do meu pai é muito legal, o texto é ficção e a saudade é visceral.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

tic-tac - meu mundo desfeito - tic-tac

Tem vida que não vale a pena viver
Não tem sujeito.
Tem espaço que dá vontade de sumir
No meu peito.
Tem ano que não passa
É estreito.
Tem mês que é o mesmo
Não aceito.
Tem semana que vira século
Não tem jeito.
Tem dia que dá vontade que não anoiteça
É direito.
Tem noite que dá vontade que não amanheça
No meu leito.
Tem hora que demora
É defeito.
Tem minuto que dá vontade de não respirar
O ar é rarefeito.
Tem segundo que dá vontade de morrer
Não tem jeito.

domingo, 31 de maio de 2009

Libélulas

As libélulas me fascinam! Nunca me canso de observá-las voando de um lado para o outro, fazendo voltas bruscas, planando como os helicópteros. São coloridas, elegantes, leves e muito rápidas. Estão sempre agitadas, voando em alta velocidade e com muita pressa. Fazem tudo na maior carreira, visto que só têm dois meses para achar seus parceiros, acasalar e por ovos. A vida das libélulas começa na água. As adultas escolhem as águas limpas para por os ovos. São perfeitas bio-identificadoras da qualidade ambiental. Onde houver libélula a água é limpa. Depois de umas três semanas, as larvas, ou ninfas, emergem dos ovos e passam a maior parte de suas vidas submersas em ambientes aquáticos; lagos, riachos, charcos, etc. Nadam, mas não voam. Não ainda. Antes de saírem por aí voando, elas passam por várias metamorfoses, até virarem uma naiade. Uma bela noite, depois de um ano, um ano e meio, as larvas abandonam a água, vão até a superfície e, imóveis, esperam durante horas e horas pela última mudança de suas vidas, a última metamorfose; passam do estado larvar para a fase adulta. Mudam de forma e estrutura. O processo de rompimento do exoesqueleto é muito lento e mais lento ainda é a secagem das asas. Uma vez solidificadas, suas asas, estão prontas para executar a primeira decolagem. A partir desse momento voam até morrer. Essa vida alada dura somente alguns meses ou algumas semanas. O tempo de vida aérea é curto demais – uns 15% do tempo total. Por isso fazem tudo a toda pressa. São extremamente ágeis e percebem o inimigo num piscar de olhos. Por falar em olhos, essas criaturinhas possuem dois enormes olhos compostos, ou seja, milhares de olhos menores dentro dos olhos maiores e que são usados como radar. Essa característica, própria de todos os insetos, lhes garante uma acuidade visual extraordinária. Elas possuem patas, mas não foram feitas para andar. Servem somente para o pouso e para segurar as presas. São carnívoras, comem libélulas menores, abelhas, moscas, besouros, etc. Lava-bunda, lavandeira, cavalinho-do-diabo são apenas alguns dos muitos apelidos que damos a essas criaturas fascinantes.

domingo, 24 de maio de 2009

A arte de secar roupa



A arte de secar roupa
Para Roney Maurício
Enquanto Elizabeth estendia roupa no varal, Lota, traçava rabiscos nas folhas brancas do seu inseparável bloco de desenhos. Ali, sentada em um confortável banco de madeira, bem perto do portãozinho, melhor lugar do quintal para observar, de cabo a rabo, absolutamente todo o varal, Lota esboçava a planta do ‘Copacabana Beach Park’. As duas moças desta história, Elizabeth e Lota, bebiam na fonte da misteriosa e inebriante arte de secar roupas no varal.
A arte de secar roupa não é nenhum mistério – exclamou Elizabeth. E, continuando, acrescentou; tantas coisas contêm em si o ato de lavar roupas, que secar não é nada sério, Lota. Primeiro lave, em seguida torça. Quando sentir que retirou do tecido quase todo o excesso de água, estenda no varal. Depois sente-se bem perto e observe os ventos indiscretos levantando as nossas saias, camisolas e peças íntimas. Levante-se e vá até os lençóis. Entre um arame e outro, STOP. É bem aí, na leira de um varal, que você vai brotar, Lota. Ande, caminhe, corra entre as leiras. Alcance as nossas toalhas em plena ventania, enxugue o suor da cara e viva intensamente o ritual de secagem. Seque um pouquinho a cada dia. Sinta o patchouli dos nossos lenços e fronhas. Corra mais um pouquinho, mude de leira. Beije meu vestido e passe as mãos nas nossas toalhas de prato. Volte para o banquinho, volte a observar as roupas lavadas esvoaçando loucamente no ar. Agitadas pelo vento, adejando sem parar. Puramente ansiosas para voar. Perceba, Lota querida, que algumas escapam daquilo que as prende no arame, caem ao solo e voltam a ficar sujas. É muito lindo! Pois é evidente que a arte de secar não chega a ser mistério por muito que as roupas pareçam (Pendure no varal!) muito molhadas. Seque um pouquinho a cada dia. Depois seque mais rápido, com mais critério. Aceite a hora gasta bestamente aqui comigo, estendendo roupas, Lota. A arte de secar não tem nenhum mistério. Já secamos lágrimas, sangue, garrafas e mais garrafas de álcool, a escala subseqüente. Da roupa que não foi lavada. Nada disso é sério. A arte de sujar, também, não é nenhum mistério. Sujei duas relações lindas. E um monastério. Tenho saudades delas. Mas não é nada sério. Não muda nada.
“– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério”.
Samambaia –Petrópolis

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A Arte de Perder – Elizabeth Bishop
A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita.
Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe.
Ah! E nem queroLembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas.
E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles.
Mas não é nada sério.
- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério".

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Roubei a foto lá no blog, 'Venenos, peçonhas e outras gentilezas';... de um texto que RM postou: DE POETAS E FANTASMAS (4) Ouro feminino (1ª parte).

Adoro quando Roney sai por aí narrando célebres fatos de Minas e seus fantasmas . Me senti provocada pelo varal de roupas na foto da casa de Elizabeth Bishop, poeta (poetisa, fazedora de poesias, como queira!), gringa, americana, bonita. Morou em Ouro Preto muuuuuitos anos. Lota de Macedo Soares foi um grande amor de Elizabeth Bishop.

A poeta - texto de RM
Elizabeth Bishop foi um dos nomes mais destacados da literatura em língua inglesa do século passado, sendo premiada, entre outros, com o Pulitzer Prize e o National Book Award. Viveu no Brasil cerca de 16 anos (décadas de 1950 e 1960), muitos dos quais em Ouro Preto, onde chegou a comprar uma casa (cliquem aqui para uma rápida biografia e aqui para um site completo dedicado à autora). Sua ligação com o Brasil, a princípio fortuita, acabou influenciando sua obra, segundo seus biógrafos e críticos. Foi também tradutora para o inglês de alguns dos mais importantes poetas e escritores brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Clarice Linspector, entre outros (cliquem aqui para uma lista completa de sua obra).

O trecho abaixo foi copiado daqui
"Leaving Santos, Bishop stopped in Rio de Janeiro to visit acquaintances she had met some years before, including the lively, cosmopolitan, well-connected Lota de Macedo Soares, who was at the time overseeing construction of a high-modernist home in the mountains near Petrópolis, north of Rio. By fortuitous misfortune, Bishop was stricken with a severe allergic reaction to the fruit of the cashew nut that delayed her departure — a delay that stretched into some seventeen years' residence in Brazil. In Lota, she had found the most profound love of her life. From early childhood, homelessness had been her condition, and it became a subject of her poems. When Lota invited Elizabeth to live with her in Samambaia, and offered to construct a studio for her behind the new house, she said, “It just meant everything to me."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O samba legal de Juliana Ribeiro

Para Juliana Ribeiro

samba de roda
na quadra
roda de samba

Em Dezembro do ano passado vi Juliana lá na Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho. Foi sensacional! Fiquei encantada com a baiana, cantora, compositora, historiadora, sambista inspirada em Clementina de Jesus.
Na sexta-feira passada, fui ao lançamento do EP no Teatro Sesi, mas cheguei bem tarde. No fim do fim. Well, well, well... na saída do teatro, vi muita gente com sorriso largo na cara, fãs falantes fazendo comentários fortes. Ouvi um rapaz falar: “Ela é boa!” Uma senhora disse: "Show muuuito bom, muuuito bom!".
Pois é, Juliana é show de samba! Sua bela voz canta histórias do samba e encanta a noite soteropolitana.
A primeira canção do EP, beira de maré, é o meu samba favorito. Uma das coisas que mais gosto nesse samba é o barulho do mar, bem no começo, antes da linda voz de Juliana entrar. Outra coisa que me seduz, já no finalzinho, é a entrada dos rapazes. É lindo!
Queria que tocasse aqui, mas não sei como fazer um upload de som. Já segui os steps de Roney, mas não deu certo. Achei um video no youtube com duas músicas. A primeira é lamento das lavadeiras... beira de maré só começa aos 03:05 min.
A letra é marromeno assim:
beira de maré
Juliana Ribeiro e Tito Fukumaga

beira de mar
beira de maré
maré sem fim
beira de mar
beira de maré
maré sem fim

abre a porta da licença me apresento por aqui
abre a porta da licença me apresento por aqui

vim de longe eu não sou daqui
de outros mares eu vim
da lua fui companheira
...
beira de mar
...
maré sem fim

pelo mar vou navegando do jeito que eu vou eu vim
mas pelo mar vou navegando do jeito que eu vou eu vim

na alma trouxe meu canto meu verso meu patuá
atracando nesta areia histórias eu vim contar
a lua branca me ouvindo calada me contemplar
a lua branca me ouvindo calada me contemplar

vou me embora vou me embora
tão cedo não volto aqui
eu vou me embora vou me embora
tão cedo não volto aqui

vou seguindo o meu caminho
meu destino é navegar
baías e enseadas moradas de Yemanjá
confesso não me despeço prefiro me retirar
confesso não me despeço prefiro me retirar

beira de mar
beira de maré
maré sem fim
beira de mar
beira de maré
maré sem fim

vou me embora vou me embora
do jeito que eu vou eu vim
eu vou me embora vou me embora
do jeito que eu vou eu vim

eu vim da Bahia cantar
cantar coisa bonita que tem lá no mar
eu vim da Bahia cantar
cantar coisa bonita que tem lá no mar

lá no mar
ó mãe
lá no mar que é morada de mãe Yemanjá
com a alma meu canto meu patuá
eu vim da Bahia pra cantar
maré sem fim

beira de mar
beira de maré
maré sem fim

Seus companheiros de show são:
Cássio Nobre - viola e violão de sete cordas
Geovana Franco - banjo e cavaquinho
Tito Fukunaga - flauta
Alan São Ricardo e Ricardo Hardmann - percussão
P.S.: Aqui tem um outro sambinha muuuito legal também, “saudade”.


Espaço de Juliana Ribeiro:

video

beira de maré só começa aos 03:05 min.

domingo, 17 de maio de 2009

home sweet home

This post is dedicated to my best friend Kiran , who i met in London in 1998, and to Marcos Rocha do Plano Geral, my newest friend. (conheci aqui e aqui).

Hoje à tarde saí navegando por aí pela blogosfera visitando meus blogs favoritos. Comecei por RM e quando passei por MR, não consegui continuar o meu domingueiro-passeio-blogosférico. Lá no Marcos, ancorei o barco e fiquei no pier do Plano Geral assitindo ao clip que ele postou: "13.500 pessoas, em sua grande maioria jovens bonitos e alegres, se reúnem em Trafalgar Square para cantar Hey Jude. É um comercial da T-Mobile inglesa". Fiquei super emocionada e cheia de saudades de Londres... this so cosmopolitan city, tão fria, tão dark, tão foggy, tão linda e depressiva ao mesmo tempo, tão cheia de lugares muito legais to have fun. Não digo que é o melhor lugar do mundo, mas foi para mim, o meu mais doce lar.
Trafalgar Square é uma das muitas atrações turísticas de Londres e fica bem no coração da cidade. É um excelente ponto de encontro em qualquer estação do ano. No verão, enquanto esperamos os amigos chegarem, molhamos os pés descalços nas águas de suas fontes - alguns doidinhos tomam banho. Dali vamos de pé ou de “ricksha” – meio de transporte indiano que o londrino adotou com sucesso - para QUASE TODOS os hot-points londrinos. A praça é “pau-pra-toda-obra”. Pintores locais e do mundo inteiro exibem suas obras de arte (ou não!) É muita vezes palco de demonstrações políticas e apresentações de malabarismo. Um verdadeiro circo. Divertidíssimo! Os pombos eram os frequentadores mais numerosos e os mais assíduos da praça. Mas, como todo mundo sabe, coco de pombo é uma miséria para os monumentos e para a nossa saúde. A prefeitura proibiu a venda de sementes no local e introduziu alguns falcões para espantar a bicharada. A grande maioria dos pombinhos (ratos com asa) bateu asas e voou.
A última vez que estive na praça foi em Julho/2006, EuroPride. O evento começou com a passeata de sempre e culminou na Trafalgar Square com um show rápido. Since 2006 there is no more big Gay Pride parties in London's huge parks. Motivo: medo de um ataque terrorista. Somos alvo???

Well, it’s worthy checking MR’s clip and written post (aqui). When i saw/read it, i was moved by a wave of happiness. I even got a bit emotional, and tears rolled down my face.

I miss you, London. I do, indeed, miss your people, your dancing clubs, your cuisine, your pubs, your beautiful parks, your pollution, your summer (when you have one!), your double-decked buses, your nasty weather and all the cool jobs you offered me. Mainly, i miss the friends you gave me during the 12 years you were my home-sweet-home.

Thank you very much, indeed, MR. You’re responsible for this post of mine.

Kind regards, mate!

EuroPride / 2006 - Trafalgar Square - London
Picture taken by Kiran. I'm behind the girl in sun glasses. I met her there and we became good friends.

sábado, 16 de maio de 2009

Frida Kahlo dancing tango

video

Cena do filme Frida/2003: Frida Kahlo dançando tango com 'uma de suas meninas'.
Direção: Julie Taymor
Atores presentes na cena: Antonio Banderas, Salma Hayek, Ashely Judd e Alfred Molina.

Não vou muito com a face de Salma Hayek. Aí no clip ela dança tango muuuuuuuuuuuuito maaaaaal. O melhor de tudo é a música. Os cantores roubam a cena... claro, as dançarinas aqui não arrasam como as meninas de Carlos Saura em 'Tango'.

Nota de Salma Hayek: 0,1 (para não dar zero)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

bicho beast

I became a beast. Sim… um bicho. BICHO. Em potruguês soa melhor. But i also like the sound of the english word beast. BEAST. Yes virei um bicho a beast. Como queira! I became a rapacious voracious beast. Não uso garfo nem faca nem guardanapo nem sapato nem roupa. Lasco nos dentes a pele o pano a veia e os nervos. Não escrevo não planto árvores. Fico no cio urro de fome. Não arrumo a casa não lavo a roupa não mudo o lençol. Me banho de sol mas não escovo os dentes nem lavo a cara. Não vou à escola não ensino não aprendo. Não sei rir mas aprendi a me coçar. Como durmo e não falo. Não sonho não leio apenas vejo sinto e ouço. Não cheiro bem. I stink. My fur is rare. Eu gosto de sombra e água fresca. I’m a living prey. I hunt. And i hunt. And i hunt more. With my big fangs i carve beautiful and tasty wounds all over the skin of all bloody creatures... you name them! Blood became my wildest lipstick. I'm very fussy about my diet. I only eat snakes alligators worms sharks elephants briófitas pteridófitas tigers pelicans insects fish meerkats seahorses jabuticabas farinha pimenta hippopotamus phoenixes and human beings. Eu como a dor. It’s winter. I urgently need to hibernate.

sábado, 9 de maio de 2009

Tango para 2 mujeres - Brava Brava Bravíssimas - Abracadabra!!

video

BRAVA BRAVA BRAVÍSSIMAS

awesome
tango dancing girls
awesome

vi
it's breathtaking
ver

BRAVA BRAVA BRAVÍSSIMAS

Film: Tango - Carlos Saura - 1998
Scene: Two gorgeous women dancing tango
Dancers: Elena (Mía Maestro) and Laura (Cecília Narova)


This post is dedicated to the woman I love
"Tell me what miracles are made of
Like the sweet soft morning dew
How can I ever show you baby
How can I prove it all to you
That I'm a woman in love
I'm a woman in love
I'm a woman in love
I'm a woman in love"
(the full song by Joan Armatrading is here)