sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Matizes do azul

Dizem que vegetais murchos, gente falecida e vidas secas têm aspecto pálido, abatido, amarelo-não-mais-fulvo, cor de cera, cor de bico de pássaro vivo, etc. Entre o amarelado e o esverdeado? ... fico na dúvida. Sem viço, descorada, empalidecida, e desanimada ... chego perto de tudo isso com o meu polegar direito enfiado no orifício ovalado da minha paleta ... sei não! Quero combinar tintas, mas faltam canvas. No mais, tudo que vejo é um baiacu cor de zinco com ácido sulfúrico ... a pura cor de ouro desmaiado, de sezonismo sem febre e sem calafrio. Cor de anil abstrato, óxido de cobalto e alumina ... meio índigo, meio celeste. Tudo azul, nada mais.

4 comentários:

rm disse...

"E aquele de um tom distante, quase inexistente, azul que não há - azul que é pura memória de algum lugar?"

Maria Elisabeth disse...

rm,
Conheço beeeeeeeeem esse tom.

Meu querido! Que bom que vc está de volta. Ontem comecei a escrever uma receitinha procê perder os tais dez quilinhos (inspirada no post de Udi c/ Rita Lee...)rsrsrsrs.
Melhoras! Se cuida, meu nego mineiro! Be good to yourself, viu?
Beijo grande.

Ava disse...

Beth, deve ser o azul dos mares da Bahia...rs

Querida, anotei e-mail e telefone... Mas tempo... cadê???

Fiquei 10 dias em Ilhéus, e o tempo ainda foi pouco...

Da vida cultural, aproveitei por demais, pois a sogra de uma amiga é professora a universida lá, e me serviu de guia...

A presença de Jorge Amado e sua Gabriela inundam a cidade...

Gostei demais!

A próxima viagem será a Salvador... Aí sim, estaremos juntas...rs



Beijos!

Sylvio de Alencar. disse...

Quem mexe com cores adquire um dom de falar delas, entendê-las, misturá-las, e descobri-las. As cores se transformam em algo mais que, para quem as usa, fica mais claro..

Vim conhecê-la através do rm..., de fato um ótimo rapaz.